Era Uma Vez

julho 21, 2008

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Era uma vez Breno Silveira, diretor de cinema, caiu no colo dele dirigir a história de Zezé di Camargo e Luciano como seu primeiro longa. Uma bomba. Tava na cara que ia sifu e acabar ali. Dirigiu, fez história, foi indicado ao oscar, não ganhou, mas virou o Orson Welles brasileiro. Foi fazer o segundo filme. Fim.

É mais ou menos assim que fica a história de Silveira depois de dirigir Era Uma Vez, o pior filme brasileiro da década (Cinderela Baiana foi no fim dos anos 90, né?). Poucas vezes vi tantas tosqueiras em um filme, mas nunca foram presentes no trabalho de um cineasta que parecia ser tão promissor.

Breno Silveira pode se tornar uma espécie de Lenny, atacante do Palmeiras. Quando começou, todo mundo apostava e ofereceram milhões de propostas, mas logo logo todo mundo achou que tinha se enganado. E até hoje ele ainda tenta provar que não.

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(Thiago Martins), morador do Cantagalo, não conhece o pai e perdeu um irmão para o tráfico, blá blá Cidade de Deus rules. Consegue levar uma vida honesta, trabalhando em um quiosque onde vê todos os dias Nina (Vitória Frate), sua grande paixão. Os dois se conhecem e numa vibe Romeu e Julieta vão enfrentar o mundo pelo seu amor e o direito de terem filhos flamenguistas no nordeste. Até porque torcer pro Sport é um saco, né?

As atuações são uma das poucas coisas que se salva do filme. Em especial, Rocco Pitanga que encarna um personagem cheio de reviravoltas que deveriam torná-lo totalmente inverossímil, mas Pitanga consegue emprestar um pouquinho de verdade. Martins e Vitória também se esforçam, mas é até difícil avaliar em meio a diálogos tipo “O que é certo?” com uma pretensão absurda de explicar as desigualdades sociais. Alô? Capitão Nascimento deixou recado?

Não é que não possa haver uma história de amor dessa forma depois de Tropa de Elite. O problema do filme é seu desenvolvimento. Se atores e fotografia vão bem, todo o resto se joga no lixo. O roteiro possui diálogos toscos e previsíveis, desfechos absolutamentes clichês e que não causam nenhum impacto. Eu brinquei de quantas cenas acertava o que ia acontecer…E não perdi.

Pra se dar uma idéia da falta de qualidade pela primeira vez na minha vida como cinéfilo eu vi uma sala inteira gargalhar diante de um final dramático. É mais ou menos como se você começasse a rir descontroladamente diante do final de Dançando no Escuro, por exemplo. Quando o filme tinha que comover, ele faz rir pela sua tosqueira.

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Os personagens são absolutamente clichezados. Enquanto Dé é um inocente torcedor do Flamengo, um dos vilões do filme é um malvado traficante bêbado e…vascaíno. Aliás, só nesse filme a gente vê um líder de tráfico adolescente ser preso, ficar vivo por uns dez anos, voltar e retomar a liderança. Peixe pequeno quando cai, morre. E todo mundo que conhece um mínimo da realidade de uma favela sabe disso.

Em algumas cenas que deveriam comover a direção usa o recurso novelesco de colocar uma música melodramática com som alto. Caramba, a coisa só piora. Houve vezes em que pensei que um dos atores pegaria em um cadáver, olharia para cima e gritaria Khaaaaan…Digo…Nãaaaaaaao! É grave a crise, pessoal. Eu quase me levantei e fui embora umas cinco vezes. E olha que curti aquele filme do Cazuza.

Uma avaliação completa de um filme tem que levar em consideração todo seu contexto. Dá pra sacar que Silveira dirigisse um filme pior do que o primeiro, mas não dá pra entender que ele traia os princípios básicos do bom cinema pipoca. Era Uma Vez não surpreende, não comove, não diverte e sequer consegue trazer algo novo para o debate das desigualdades.

O filme se coloca como um conjunto dos piores aspectos do cinema brasileiro: excelente fotografia e ótimas atuações que se perdem em roteiro ruim, direção fraca e uma pretensão que não cabe na telona. Ou, pelo menos, não cabe na capacidade de quem dirige. O Leblon de Manoel Carlos não pode explicar a favela para o subúrbio e muito menos para os favelados. E Breno Silveira, pelo visto, também não.

Era melhor quando ele falava só de música sertaneja…

Traduzindo

julho 21, 2008

Ronaldo quer dar um tempo do Rio

Ronaldo, que foi para Angra dos Reis (RJ), depois de ver seu nome envolvido com três travestis, no Rio, deve chegar, no sábado, a São Paulo. Ele irá para Paris fazer exames no joelho. Ronaldo, que foi abandonado pela namorada, Bia Antony, não conseguiu mais falar com ela. A moça deixou a casa do jogador, no Rio, e foi para Brasília, onde mora a família.

Traduzindo: Dar um tempo do Rio, nada! Ele foi é se encontrar com o Richarlyson….

Dercy morreu, o filme

julho 20, 2008

Filme é o caralho!

EXT/DIA/CÉU

Cântico angelical, Dercy de branco, sobe, sobe e é saudada por São Pedro. Dona Ruth Cardoso dá um sorriso amigo, Jorge Amado olha meio desconfiado e até o Senna parece estar com aquele olhar “porra, até o Rubinho achei que ela fosse enterrar”. Close em Dercy, confusa, olha para todos, incrédula. Chega perto de São Pedro que, cordialmente lhe faz uma pergunta.

São Pedro
Qual a sua graça?

Dercy, impávida, olha para os anjos, olha para o cenário onírico e dá uma olhada profunda em Ruth Cardoso e seu sorriso amável. Atrás de dona Ruth, Chacrinha abre os braços.

Dercy
Vão se foder, seus filhos da puta! Céu é a puta que te pariu, seu velho broxa! Cadê o tinhoso que lá, pelo menos, deve ter bingo, porra!

Dona Ruth sorri sem graça. Chacrinha mostra o dedo médio. Senna vira para Amado e comenta: agora só falta o Niemeyer.

Fade Out

Rafael Pilha strikes again

julho 2, 2008

O título é cortesia do Maurício, mas a notícia você já sabe, né? Então que o Rafael Polegar, ex-peguete da Juma (Pantanal tá reprisando, pessoal), tentou seqüestrar uma menina para levar para sua clínica para tratamento de maconheiros e cheirados dependentes químicos. Assim, uma forma megalúdica de tratamento.

A gente só está esperando a agência publicitária responsável pela ação vir a público desmentir tudo e confirmar que se trata apenas de uma campanha para o relançamento do single Dá Para Mim. Marketing viral, gente!

Piada pronta XIV

junho 27, 2008

Desde o início do Quinzeminutos.net não tem sido raro os dias em que as notícias rareiam, as celebridades se escondem e o único humor é brochante. Enfim, são em momentos assim que os bons blogueiros alcançam os píncaros (ui) da glória e transformam um dia chato em uma risada gostosa numa vibe Ivan Lins de ser. Felizmente, não sou um deles.

Porque existe também o dia em que as piadas caem em nossos colos (sem trocadilhos, Fugita). Ô se existem…

Afinal, a categoria Piada Pronta não tem esse nome à toa. Nesse contexto, é sempre bom lembrar: uma imagem vale mais do que mil palavras! Não é, Richarlyson?

Vamos passar batom?Ô!

O mais engraçado é ver a foto original e ler a seguinte legenda: Esconde-esconde? Talvez. Relaxado, Richarlyson brinca no treinamento do São Paulo. O ala-esquerdo mostra sua disposição animal e entra na ‘selva tricolor’ !

1- “selva tricolor”?

2- “brinca”? De cabra cega, né?

3- Disposição animal? Ok. Agora, explica pra quê? Não, não explica não…

4- “Esconde-esconde? Talvez” esses redatores do Globoesporte.com talvez sejam parciais, mas com certeza não torcem para o São Paulo!!!

Eu & Twitter

junho 27, 2008

Aqui está.

Piada Pronta XIII

junho 26, 2008

Claro que não!

Quantas piadas você consegue imaginar com a imagem acima?

1- < comercial da geléia de mocotó>Claro que não!</ comercial da geléia de mocotó>

2- Esta noite, o papa Bento XVI fala sobre futebol e religião em Clodovil & Você

3- “Oi, eu podia tá roubando, podia tá matando“…

4- Mas…Tem certeza que é do Milan mesmo?

5- Eu não sou o papa, sou o repórter vesgo. Fala Clodovil!!!

 

Vote!

junho 25, 2008

Campanha boa essa da turma da tia Lele. Só não é melhor do que essa aqui.

Romário é rei

junho 16, 2008

treinar pra quê?

É, rapá. Só falta o peixe explicar o que aquele cueca tá fazendo ali atrás. Clica aê, se você é meio míope.

Tem 47 anos e fugiu de casa…

junho 14, 2008

trinta e cinco mil passos sem pensar...

Teto do palco desaba e fere equipe do Capital Inicial

E, na aula de hoje, aprenderemos o que significa metáfora